BRASIL, URGENTE !
Fonte: Agrodebate
Autor: Rui Wolfart/Engenheiro Agrônomo
A banalização, inoperância e relativização da importância dos serviços públicos prestados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) dão o que pensar. Como pode esse ministério ter o tratamento que lhe é dispensado pelo governo, quando ele é a face visível do desempenho extraordinário do agronegócio brasileiro. Em 2013 na balança comercial o déficit industrial foi de U$ 108 bilhões, enquanto o setor dito primário/agroexportador apresentou um superávit de U$ 80 bilhões.
É assunto para inserir no livro “O analista de Bagé” de Luis Fernando Veríssimo, pois o quadro comparativo entre atenções/desempenho entre esses segmentos deveria fazer com que os gestores públicos fossem analisados por um ortodoxo seguidor de Sigmund Freud. O desmonte do Ministério da Agricultura se faz pela falta de visão estratégica, pela via do encolhimento de seu orçamento, quanto pela falta de quadros profissionais à altura da demanda, derivada do crescimento da produção e das exigências dos mercados globais que determinam mudanças em procedimentos técnicos e legais.
O ano de 2014 chegou trazendo o banimento de centenas de produtos empregados na produção agropecuária da União Européia; novamente sendo reportados casos de detecção da presença de ractopamina em carnes exportadas; da enésima reclamação dos exportadores quanto à insuficiência de fiscais agropecuários no setor aduaneiro para o desembaraço de mercadorias, levando a aumento de custos na retaguarda portuária e de pagamento de “demurrage” aos navios que ficam esperando para realizar o embarque.
O retrato da desatenção ficou potencializado pelo caso da Helicoverpa armigera, presente diariamente na mídia especializada. O caso dessa praga é emblemático porque carrega em seu bojo não só o desaparelhamento institucional e a falta de integração entre órgãos governamentais como também o fim de um modelo tecnológico de produção gerado há 50 anos. Aumentando o arco da abordagem da deriva da máquina pública, a lamentável diminuição do orçamento da EMBRAPA, estratégica para o desenvolvimento nacional.
O setor público precisa ser repensado com urgência, à luz dos tempos atual e futuro. Caso contrário, as vantagens comparativas brasileiras irão para o ralo. Então, o agronegócio morrerá na praia da competitividade global, como parece ser o caso da produção de petróleo do pré-sal, que após tantas delongas, vai perdendo brilho e importância frente à produção do gás de xisto.
É assunto para inserir no livro “O analista de Bagé” de Luis Fernando Veríssimo, pois o quadro comparativo entre atenções/desempenho entre esses segmentos deveria fazer com que os gestores públicos fossem analisados por um ortodoxo seguidor de Sigmund Freud. O desmonte do Ministério da Agricultura se faz pela falta de visão estratégica, pela via do encolhimento de seu orçamento, quanto pela falta de quadros profissionais à altura da demanda, derivada do crescimento da produção e das exigências dos mercados globais que determinam mudanças em procedimentos técnicos e legais.
O ano de 2014 chegou trazendo o banimento de centenas de produtos empregados na produção agropecuária da União Européia; novamente sendo reportados casos de detecção da presença de ractopamina em carnes exportadas; da enésima reclamação dos exportadores quanto à insuficiência de fiscais agropecuários no setor aduaneiro para o desembaraço de mercadorias, levando a aumento de custos na retaguarda portuária e de pagamento de “demurrage” aos navios que ficam esperando para realizar o embarque.
O retrato da desatenção ficou potencializado pelo caso da Helicoverpa armigera, presente diariamente na mídia especializada. O caso dessa praga é emblemático porque carrega em seu bojo não só o desaparelhamento institucional e a falta de integração entre órgãos governamentais como também o fim de um modelo tecnológico de produção gerado há 50 anos. Aumentando o arco da abordagem da deriva da máquina pública, a lamentável diminuição do orçamento da EMBRAPA, estratégica para o desenvolvimento nacional.
O setor público precisa ser repensado com urgência, à luz dos tempos atual e futuro. Caso contrário, as vantagens comparativas brasileiras irão para o ralo. Então, o agronegócio morrerá na praia da competitividade global, como parece ser o caso da produção de petróleo do pré-sal, que após tantas delongas, vai perdendo brilho e importância frente à produção do gás de xisto.
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