COLUNA: IMPASSES DO CRESCIMENTO
Fonte: Do Agrodebate
Autor: Rui Wolfart/Engenheiro Agrônomo
A agricultura foi a grande vitoriosa do Plano Real, pois a partir do choque de destruição criativa, ela se reinventou com elevado crescimento de produtividade, apesar da alta carga de impostos e infraestrutura precária. Tornou-se “player” global. Em 2013, o agronegócio carregou nas costas o piano chamado Brasil, apresentando um superávit de US$ 80 bilhões, enquanto o resultado geral foi de apenas US$ 2,5 bilhões. O crescimento que apresentou em todos esses anos garantiu-lhe espaço vital no comércio mundial de alimentos. Todavia, essa curva de ascensão da produtividade se manterá nos próximos anos, conferindo-lhe desejável competitividade para garantir estabilidade ao país e renda aos produtores?
A indústria foi a grande perdedora nos últimos anos porque ao receber continuadas benesses do governo se deitou em berço esplêndido, mas não viu a banda passar. Resultado: de 2008 até agora apresentou prejuízos de US$ 170 bilhões em sua balança comercial. Como investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) não é o seu forte, inexoravelmente vai ficando para trás, sendo incapaz de se inserir na rede global de suprimentos.
Os serviços geraram empregos, lubrificaram o mercado, mas com a exaustão do modelo de consumo, derivada da dificuldade em incorporar novas fatias da população e do endividamento familiar, sua contribuição será modesta nos próximos anos. Enfrentarão seu inferno astral, pelos ajustes que necessariamente o Brasil deverá passar.
De maneira simplificada esse é o retrato da economia brasileira, resultando na pergunta: como crescer? Se a taxa de desemprego está em 4,6%, baixa até para os padrões internacionais, e o crescimento da oferta anual de mão de obra será de apenas 1%, de onde o Brasil extrairá o crescimento de sua economia?
A resposta lógica é: da produtividade. Se o país sonha em crescimento de 3% ao ano, deverá, pois, crescer 2% em produtividade. Isso será possível? Muito difícil, porque para que isso aconteça a educação deveria ter tido outro tratamento não gerando, por exemplo, esse contingente de analfabetos funcionais. Segundo Samuel Pessôa, a educação forte e de qualidade melhora a produtividade, que, por sua vez, aumenta o crescimento e os salários. Portanto, o Capital Humano é a chave do crescimento.
Se o setor mais dinâmico da economia brasileira é a agropecuária, o que as políticas públicas farão para aumentar a educação, pesquisa e desenvolvimento, objetivando garantir sua expansão e competitividade global?
A indústria foi a grande perdedora nos últimos anos porque ao receber continuadas benesses do governo se deitou em berço esplêndido, mas não viu a banda passar. Resultado: de 2008 até agora apresentou prejuízos de US$ 170 bilhões em sua balança comercial. Como investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) não é o seu forte, inexoravelmente vai ficando para trás, sendo incapaz de se inserir na rede global de suprimentos.
Os serviços geraram empregos, lubrificaram o mercado, mas com a exaustão do modelo de consumo, derivada da dificuldade em incorporar novas fatias da população e do endividamento familiar, sua contribuição será modesta nos próximos anos. Enfrentarão seu inferno astral, pelos ajustes que necessariamente o Brasil deverá passar.
De maneira simplificada esse é o retrato da economia brasileira, resultando na pergunta: como crescer? Se a taxa de desemprego está em 4,6%, baixa até para os padrões internacionais, e o crescimento da oferta anual de mão de obra será de apenas 1%, de onde o Brasil extrairá o crescimento de sua economia?
A resposta lógica é: da produtividade. Se o país sonha em crescimento de 3% ao ano, deverá, pois, crescer 2% em produtividade. Isso será possível? Muito difícil, porque para que isso aconteça a educação deveria ter tido outro tratamento não gerando, por exemplo, esse contingente de analfabetos funcionais. Segundo Samuel Pessôa, a educação forte e de qualidade melhora a produtividade, que, por sua vez, aumenta o crescimento e os salários. Portanto, o Capital Humano é a chave do crescimento.
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