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Preços se recuperam e suinocultura ganha fôlego em MT

  • Publicado em 04/11/2013

Fonte: Do Agrodebate

Autor: Leandro J. Nascimento

Após amargar três anos de prejuízos e enfrentar uma crise, a suinocultura mato-grossense aos poucos respira mais aliviada. Preços em alta e acima do custo de produção deram fôlego à atividade. Nos dois últimos meses o quilo do animal valorizou 30%.

De acordo com a Associação dos Criadores (Acrismat), observam-se no estado patamares de R$ 3,50 para a cotação/kg do exemplar, com despesas entre R$ 2,50 a R$ 2,70. Na fase crítica, a mesma relação valia R$ 1,34 para R$ 2, respectivamente. A reação é explicada pela lei da oferta e demanda.

O abate de matrizes provocou uma menor oferta de animais para os frigoríficos. Consequentemente, tornou o preço pago maior. Apenas entre os meses de abril e junho o abate caiu 7% em Mato Grosso, totalizando 530.110 cabeças. Em 2012, nesta mesma época do ano, foram outros 568.780.

"Estamos respirando, mas ainda não saímos do prejuízo acumulado nos últimos dois a três anos", disse ao Agrodebate o diretor-executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues.

Cálculos feitos pela entidade já mostraram que a não equiparidade entre a relação custo e benefício custou R$ 12 milhões por ano ao segmento. A unidade federada detém o quinto maior plantel brasileiro de suínos.

Em Nova Mutum, o criador Arécio Paquer diz que só conseguiu sobreviver na suinocultura porque também se dedica a outras atividades, como a produção de soja e milho. Além de ter 450 matrizes em uma cooperativa do município, faz a engorda animais na propriedade rural.

"Se este patamar de hoje for mantido será saudável para a atividade. Quem tem a suinocultura como atividade principal dificilmente consegue se manter", contextualizou.

A Acrismat não estima o número de criadores que deixou a atividade desde 2011.
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